Remuneração financeira é importante, mas salário emocional é fundamental!

E sabe por quê?
Foi se o tempo, em que salários atrativos eram o principal artifício para atrair e manter profissionais. O mundo corporativo mudou, bem como nossa relação com o trabalho. Para ser considerada uma boa proposta, uma ótima empresa, que desperta interesse, faz-se necessário investir em um conjunto de fatores, motivacionais, que não estão atrelados a folha de pagamento e, no entanto, valem ouro no mercado de trabalho.
Estas condições denominam-se como Salário Emocional e são algumas delas: jornada de trabalho flexível (com opção de dias em home office inclusive), oportunidades de desenvolvimento e carreira, reconhecimento, ambiente de trabalho positivo e motivador, abertura para enfrentar desafios, possibilidade de aprendizagem, ter apoio para conseguir conciliar vida pessoal e profissional, fazer parte de decisões, sentir-se integrado à organização em que se atua. Essas "moedas" valiosas, que vieram para ficar.
A explicação do por que, deste importante movimento, de mudança no ambiente organizacional, pode estar diretamente ligado ao conceito de Bem Estar Ocupacional. Estudiosos sobre o tema, afirmam que Bem estar pode ser mensurado por uma avaliação que engloba estado mental, motivação e competência. E no que se refere ao âmbito ocupacional, é definido pela prevalência de emoções positivas no trabalho, e a percepção do indivíduo de que, na organização onde atua, expressa e desenvolve seus potenciais/habilidades e avança no alcance de suas metas de vida.
Nesta esfera, a sensação de bem estar está diretamente ligada as experiências resultantes das interações de ambiente de trabalho e características pessoais de cada um. Há um processo cognitivo que interpreta contextos, e opiniões acerca de avaliações que o sujeito recebe sobre si.
Pesquisas mostram que, bem estar nas organizações pode ser mensurado pelo nível satisfação de necessidades pessoais e realização de desejos, no desempenho de um papel como profissional, e leva em conta dois polos, que o sujeito pode experimentar: a gratificação e o desgosto.
Estudos apontam ainda que, o descontentamento pode acontecer por sentimentos de desvalorização das entregas realizadas, medo de não atender as exigências da organização, falta de habilidade para conseguir imprimir o seu estilo pessoal na execução de suas tarefas, falta de condições adequadas de trabalho para o alcance do desempenho esperado, percepção de injustiça salarial, sentimento de frustração por pertencer à organização.
Por estes fatores, observa-se que a percepção de recompensa e satisfação não se referem, unicamente ao campo financeiro, mas ao que o sujeito vai encontrar dentro de seu ambiente de trabalho. E saem na frente, hoje, as empresas que sabem apostar nestes aspectos.
Quando você for analisar uma proposta de trabalho, não deixe de avaliar se há oferta de salário emocional. Sua qualidade de vida, e saúde mental, agradecem!




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