Se você pudesse resumir 2020 em uma palavra... Qual seria?

2020 foi um ano atípico, exigiu da humanidade, como um todo, adaptação, tenacidade e principalmente resiliência. Foi um convite a refletirmos sobre a fragilidade da vida, e de nossas certezas. O que começou como um evento isolado, em uma parte do planeta, foi aos poucos se espalhando, mudando rotinas, formas de viver e instaurando uma expressão tão pouco conhecida até então. Vivemos uma Pandemia!
Foi necessário haver distanciamento, e passamos a conviver com as saudades, de um ambiente de trabalho fora de casa, de poder sorrir sem mascaras, de abraços, de pessoas queridas que passamos a ver somente pelas telas de celulares, notebooks, tablets. Há as telas que, até então, nos eram tão necessárias passaram a retratar um vazio, que só outro ser humano é capaz de preencher.
Se fez presente o medo, e houveram perdas nos mais diversos níveis. Sendo as mais difíceis aquelas onde não puderam haver despedidas, um último toque, um último adeus. Não importa a idade, quando um familiar se vai, um buraco se abre em cada pessoa que fica. Porque nunca haverão anos de vida suficientes para nos conformarmos com uma partida. Uma roleta russa invisível a qual todos ficamos expostos. Quem vive? Quem morre? Impossível saber.
Também, sentimentos poderosos como esperança, benevolência para ajudar o próximo, confiança e fé, em dias melhores inclusive, se fizeram presentes. O que foi fundamental para atravessarmos esse período tão incerto, com doses essenciais de otimismo. “Vai passar” foi a expressão que personificou um almejado conforto.
2020 foi um ano longo, apesar da percepção de ter passado tão rápido. E muitas foram as mudanças ao longo destes 366 dias (sim, porque vivemos um ano bissexto). E as perguntas que ficam são... Será que tudo vai voltar a ser como era antes? Será que aprendemos algo com o que aconteceu?
É de se pensar....




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