Sobre Vocação: A história de uma escolha

Atualizado: 17 de nov. de 2020
O ano era 2008, eu tinha 18 anos, e cursava a faculdade de Jornalismo, estava no 2°ano. Meu primeiro emprego foi em uma empresa de cursos de memorização e programação neurolinguística, onde tive meu primeiro contato com temas da Psicologia, e achei fascinante. Depois, por uma grande coincidência da vida, fui trabalhar na área de Recursos Humanos, onde, mais uma vez a Psicologia estava presente. Dizem no curso, que não é você que escolhe, mas sim é escolhido pela Psicologia, e quando mudei de graduação, entendi o porquê.
Eu mudei de curso, porque o que mais gostava, em meu dia-a-dia de RH, era de ouvir as pessoas (não à toa, comecei a fazer entrevistas), conhece-las e suas histórias, isso sempre me fascinou. Com a Psicologia, eu podia não só ouvir, mas entende-las, ver além as palavras, a essência de cada vivência, o ser humano é incrível em toda a sua complexidade. Fui aprendendo que, cada um de nós é um universo de possibilidades, e era com isso que eu queria trabalhar!
EU queria ajudar as pessoas, a encontrarem seu caminho, para além das enfermidades, a enxergarem a beleza de sua existência, a serem felizes, mesmo quando a vida se mostrasse complicada. Aprendi a encontrar e identificar talentos, potencialidades, fortalezas, entender no que as pessoas eram boas e o que elas podiam aprimorar. Utilizei esta expertise para contratar, promover, e para feedbacks, quando não podia dar um retorno positivo.
Por muitas vezes, dei retornos completos a candidatos reprovados, realizei conversas com colaboradores angustiados e frustrados. Fiz devolutivas de seleção, a pessoas não tinham ideia do porquê aquela vaga não deu certo. O que me chateava, era quando eu não podia aprovar pais de família, candidatos com muitas expectativas, ou aqueles cuja vaga era fundamental para uma guinada na vida; porque como RH nós podemos indicar candidatos, mas não somos responsáveis pela decisão final, é uma escolha de vários envolvidos.
Eu sempre entendi as razões pelas quais, alguns serão aprovados, e outros não, isso faz parte do jogo. Mas a verdade é que por mim muito mais pessoas teriam vagas. Tantas mereciam, mas não havia espaço. O que sempre me doeu, e com certeza foi a pior parte de meu trabalho, eram as demissões. Desligar alguém é muito triste, demitir por redução de quadro então, é pior ainda. Não poder fazer nada quanto a isso, me causava frustração.
Por isso resolvi, depois de mais de uma década atuando neste mundo de RH, trabalhar com algo em que eu pudesse, de fato ajudar as pessoas. Depois de muito aprender, e me especializar, decidi mudar de lado e apoiar os candidatos para que eles possam estar bem preparados para um processo seletivo! Optei por ajudar colaboradores a serem mais felizes no trabalho! Deliberei que era hora de ajudar as pessoas a encontrarem seus talentos, descobrirem seu potencial, desenvolverem suas capacidades e extraírem seu melhor!
Criei processos, métodos e decidi investir em trabalhar com o que realmente gosto, com aquilo que me faz feliz!
Esta foi a minha escolha!




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